sábado, 26 de fevereiro de 2011

12/03/1843 - Sedução Fatal


Já estava com sono e entediado de estar ali vendo aquela peça por obrigação, odeio esse meu jeito, de sempre querer satisfazer as pessoas ao meu lado, mesmo que para isso sacrifique os meus momentos de lazer. Mas agora que já estava ali acompanhando minha mãe e minha irmã não poderia simplesmente sair do teatro ir para o bar da esquina, e deixa-las ali como um resto de hambúrguer que não quero mais.
 Olhei no relógio e só faltava mais meia hora daquela tortura, e foi quando a vi, pensei - "Como não havia percebido uma mulher tão linda, sentada a pelo menos uns cinco passos de mim?”
Era a mulher mais linda que eu já havia visto, estava com os cabelos presos, cabelos estes  ruivos, de um vermelho tão intenso que eu podia jurar que senti meu corpo ficando mais quente, pele alva sem nenhuma mancha de sol e nenhum vestígio de maquiagem, não que ela precisasse, muito pelo contrario, olhos mais verdes que as águas do arquipélago de Fernando de Noronha, sem contar os seus lábios carnudos, um convite mais que irresistível a um beijo ao estilo dos filmes de Hollywood, estava em um vestido  vermelho com uma abertura em V nas costas, de onde podia se ver sua tatuagem, um lindo dragão, desenho esse que só a deixava mais sexy do que já aparentava, o lindo vestido ia ate a metade de suas coxas tão belas que pareciam ter sido esculpidas a mão, e por fim estava usando um sapado alto preto o que a deixava muito elegante.
Parecia estar hipnotizado por ela, não conseguia me mexer na cadeira, meus olhos fixos nela, contemplando cada parte de sua nuca descendo ate chegar em sua tatuagem, como se ela escutasse meus pensamento virou a cabeça em minha direção em um movimento tão suave que parecia estar em câmera lenta, olhando fixamente em meus olhos deu um lindo sorriso, eu o retribui, e fiz um sinal para que no termino da peça ela me esperasse, entendendo o meu recado ela sorri e acena com a cabeça.
Ao sair do teatro à vejo encostada em um mustang preto conversível, que tocava uma musica muito conhecida aos meus ouvidos, talvez porque minha irmã também gostasse dessa banda e não parasse de ouvir um minuto, se eu não me engano o nome da banda é Within Temptation, e o da musica  The Howling. Confesso que quando minha irmã ouvia essa banda em casa me sentia em uma cessão de tortura, mais agora é diferente o fundo musical combina quase que perfeitamente com a imagem que vejo em minha frente.Olhei para minha mãe e minha irmã, balancei a cabeça respirei fundo e fui em direção a tal moça:
-Desculpa, mais eu acho que vamos precisar marcar outro dia para nos conhecermos melhor, porque ainda tenho que levar minha irmã e a minha mãe pra casa...
-Não importa. Você pode levar a sua mãe e sua irmã para casa, eu te sigo, você guarda o seu carro e saímos no meu.
-Tudo bem então.
Guardo o meu carro na garagem, pego meu casaco e minha carteira e saio em direção ao Mustang preto, já com o motor ligado só a minha espera.
-Eai? Para onde vamos, mulher misteriosa?
-Pode me chamar de Dayani.-e ela ri - Para onde você quer ir, homem misterioso?
-Homem misterioso? Gostei dessa, mais pode me chamar de Marcelo.
-Então Marcelo, como você não quis escolher, que tal irmos á minha casa?
-Acho uma maneira bem legal de nos conhecermos melhor.
Chegamos ao apartamento dela, fomos de elevador ate o 20º andar, andamos por um corredor extenso, quando percebi que havíamos chegado na porta de seu apartamento, coloquei as mãos em sua cintura e com um giro a coloquei contra a porta, com um sorriso malicioso nos lábios ela disse quase como um sussurro:
 -Vai em frente.
Mais que depressa atendi o seu desejo, no meio do beijo arranquei a chave de suas mãos abri a porta, e guiado somente pelo tato chegamos ate o quarto e paramos na beirada da cama, quando ela para me joga no colchão, sem ação fico ali vendo ela se despindo vagarosamente deixando o vestido percorrer o seu corpo todo, ate finalmente cair no chão, ficando só de roupas intimas e me pergunta:
-Quer uma bebida para acompanhar?
-Sim, lógico.
Ela sai em direção a cozinha enquanto eu fico ali sentado esperando ela voltar, não demora muito e ela volta com dois copos de whisky, pego o meu e viro de uma vez.
-Vai com calma cowboy.
Ela larga seu copo em cima do móvel, vem em minha direção, encosta a sua boca em meu ouvido e sussurra.
-Sua mãe nunca te ensinou a não aceitar bebidas de estranhos?
No mesmo instante começo a ver tudo girar e simplesmente apago. Quando acordei estava amarrado e amordaçado em uma cadeira, no que parecia ser mais uma sala de interrogatórios do que um apartamento de luxo no qual estava antes, na sala só havia eu amarrado naquela cadeira e mais nada, além de uma luz com mal contato que acendia e apagava de vez enquando.
-Já acordou queridinho?Achei que fosse ficar dormindo a noite toda.
Lutei para tentar falar alguma coisa, pelo menos xingar aquela vaca.
-O que? Não estou te entendendo amor, fala mais alto. Ah que cabeça a minha esqueci que você está amordaçado. Espera ai deixa eu te ajudar com isso.
 E com toda a delicadeza ela retirou a mordaça de minha boca.
-Sua vaca.
-Mais que coisa feia de se dizer a uma dama.
-O que você vai fazer comigo?
-O mesmo que você e seus amiguinhos imundos fizeram com Kristina.
-O que?
-Ah vai me dizer que você não lembra da Kristina Mendes? Aquela que estudava no seu colégio e tinha problemas mentais. A mesma que você e seus amiguinhos estupraram e maltrataram ate a morte. Agora você está lembrado de quem estou falando?
-O que?  Não pode ser. Como você sabe dessa historia?
-Eu sou a irmã dela, e desde aquele, dia jurei para mim mesma que procuraria cada um de vocês, para vingar a morte de minha irmã. E se você ainda não sabe já matei os outros três, você é o ultimo dos vermes que faltava.
-Não, por favor, não faça isso comigo, foi coisa de adolecente. Me desculpa, não foi por querer .
-Suas desculpas não ira trazer Kristina de volta, e muito menos diminuir a dor que sinto.
Logo após de suas palavras Dayani fez um corte em meu braço, imediatamente vi muito sangue escorrendo dele.
-Doeu ? Desculpa ta.
E cortou meu outro braço, eu me contorcia de dor na cadeira e gritava o mais alto que podia.
-Ah as desculpas não funcionaram?Não esta doendo menos agora?
 Ela some por um instante mas logo reaparece com dois espetos de ferro nas mãos.
-E agora o Gran Finale.
E enfiou um em cada coxa, foi uma dor insuportável pensei que fosse desmaiar, vi ela pegando algo que estava no chão e arrastando para mais perto da cadeira, dele puxou dois fios grandes, fiquei olhando para eles meio desnorteado e só depois de um tempo pude perceber que aquilo perto da cadeira era uma bateria de carro, e ela com os fios nas mãos se aproximou do meu rosto beijou minha boca e disse.
-Bons sonhos querido.
E ligou cada fio em um dos espetos que estavam em minha coxa,me vendo berrar de dor e me debater na cadeira por causa da alta descarga elétrica, Dayani ri apaga a luz e saiu da sala, trancando a porta.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

07/03/1843 Sonho ou realidade?

Ainda estava meio atordoada ao perceber que estava ali, novamente no mesmo prédio assustador, vejo claramente as paredes com uma pintura velha e desgastada, o chão de tacos arranhado e desgastado pelo tempo e a iluminação como da outra vez continua precária, me vejo ali no mesmo corredor com um impulso quase que insuportável de entrar por aquela porta, não entendo o porque se aqui nesse corredor há no mínimo umas 10 portas, porque especificamente aquela?
Seguindo os meus instintos sigo ate a tal porta abro a porta devagar com medo de ver ... bom na verdade não sei pelo o que temer. Dentro do quarto vejo uma menina de uns 15 anos no máximo rezando e fazendo um circulo de água benta em sua volta. Ao fechar o circulo a menina olha pra mim, dentro dos teus olhos vejo o quanto à menina está apavorada, ela só consegue dizer:
-         Me ajuda, a minha vizinha esta querendo me matar assim como matou meus pais e os outros vizinhos. Por favor, você é a minha única salvação.- e rapidamente me puxou para o seu lado dentro do circulo e ficou ali abraçada comigo.
Mesmo sabendo que um simples circulo de água benta não iria nos proteger fiquei ali abraçada à menina como se meu abraço fosse um escudo protetor, peguei o frasco de água benta de suas mãos quando escutei passos no corredor, mesmo sentindo meu estomago revirando, e calafrios incessantes, virei para a menina que rezava baixinho em meus braços e disse:
-         Calma, não é nada eu prometo.
Os passos cada vez mais próximos e mais altos faziam a menina rezar cada vez mais alto também, logo os passos chegaram a porta e um silencio perturbador tomou conta do quarto, quando de repente entra pela janela a tal vizinha apareci quebrando o vidro e para na nossa frente, olho para o seu rosto e me surpreendo ao perceber que é uma moça de no mínimo uns 30 anos seu rosto perfeito, alvo, de pele macia, sem nenhuma ruga, seus cabelos negros e lisos caindo por sobre os ombros e seu rosto, mais percebo que não consigo ver os seus olhos, no lugar deles vejo dois círculos negros como dois buracos profundos e sem fim. Ela da um risinho que faz o meu corpo todo tremer e diz:
-         Não fiquem com medo meninas, vocês acham que eu uma moça linda e indefesa como eu poderá machucar vocês?  
Mesmo ela tendo a voz mais doce que eu já ouvi, não confio nela, depois de ter visto o quanto a menina estava apavorada só em imaginar a presença da tal moça.
Mal pisquei o olho e à vejo ao meu lado me segurando pelo braço, sinto suas mãos geladas e consigo sentir suas unhas enormes entrando em minha pele e o fio quente de sangue que escorre por ele.
-         Me solta. – eu grito
-         Mais pra que gritar desse jeito? você não quis bancar a heroína, então saiba que mesmo os heróis se machucam às vezes.
Quase não tenho tempo para pensar muito menos para agir, sinto em minha mão direita o frasco de água benta e sem hesitar miro em sua boca que esta aberta no meio de uma de suas risada e empurro o liquido garganta a baixo ela começa a se engasgar cai de joelhos no chão e se desfaz ali na minha frente, olho para a menina que ao ver a cena me abraça com mais força e me agradece e lhe retribuo com um sorriso.Me afasto da menina ou perceber que meu braço ferido começa a doer de uma maneira insuportável e desmaio.
Quando acordo me vejo em minha cama, ofegante e suando muito, levando acendo a luz e vou para a cozinha pegar um copo de água, assim que levo o copo à boca o solto no chão totalmente espantada ao perceber que o machucado causado pela moça ainda se encontra em meu braço, não como um machucado antigo em forma de cicatriz, mais sim como um machucado recente muito recente.

01/03/1843 Amizade perigosa

No ano de 1937, em uma pequena cidade chamada Morada do Sol, havia um local meio afastado da cidade onde se encontravam dois prédios, um era o orfanato e do lado um manicômio, ambos eram cercados por fazendas abandonadas e bosques sombrios, onde décadas atrás haviam sido cenários de assassinatos macabros.
Em uma bela tarde ensolarada, a nova enfermeira Katy, sentiu fortes pontadas no estomago e foi para o CTI do hospital da cidade , deixando assim de dar os remédios de seu  paciente, Samuell – um homem que vivia só,   por estar em um constante sonho macabro em que todos tentavam ataca-lo .
Nessa noite por falta de medicamento, ele acorda; se sentindo muito sozinho escapa do manicômio e invade o orfanato em busca de amizade.
As crianças dormiam tranqüilas não imaginando o perigo que corriam. Samuell entra no primeiro quarto que encontra, este era o da órfã Ana que tinha apenas 6 anos, Ana que tem um sono muito leve, acorda, se depara com Samuell e grita com muito horror e medo em seus olhos, pois Ana já havia tido pesadelos horríveis com Samuell, por vê-lo de sua janela tendo um de seus piores surtos.
Samuell não entendendo muito bem o que estava acontecendo convida a menina para tomar um lanche na cozinha e se tornarem amigos, Ana com medo da reação de Samuell aceitou o convite, os dois caminham de mãos dadas pelos corredores frios e escuros do orfanato.
Alice uma das órfãs de 15 anos acordou com um mau pressentimento, foi
até sua porta e viu dois vultos caminhando pelo corredor, então ela decidiu segui-los para saber quem eram aquelas pessoas.
Na cozinha, Ana perde o medo de Samuell, pois vê que ele não é uma má pessoa, e os dois viram amigos, Alice que estava escondida vê Samuell e sabendo de suas historias de assassinatos e torturas, Alice teme a vida de sua irmã, então decide mata-lo.
Alice pega uma faca que estava em cima da mesa e se aproxima lentamente de Samuell, ao escutar a respiração de Alice, Samuell se vira bruscamente e a faca q estava em sua mão corta o pescoço de Alice, que imediatamente cai no chão morta.Ana em estado de choque pega a faca que sua irmã estava segurando e crava no peito de Samuell que quase sem forças cai de joelhos olha em seus olhos e diz:
-         Você foi minha única amiga.Porque fez isso comigo?
E logo após de terminar a frase com muita dificuldade Samuell dá o seu ultimo suspiro e morre.Não acreditando no que acabara de fazer, Ana sobe as escadas desnorteada e se apoiando nas paredes, ela tropeça no ultimo degrau, que dá de frente com uma vidraça, Ana cai do 3 andar direto no chafariz do jardim, que acerta em cheio o seu coração tendo uma morte imediata.
Depois do ocorrido tanto o manicômio quanto o orfanato foram fechados e demolidos, na cidade todos se calaram e as novas gerações não ficaram sabendo da terrível tragédia, para não deixar nenhum vestígio do que havia ocorrido no lugar dos dois prédios, foi construída uma escola e ate mesmo o nome da cidade foi mudado, porem não podemos revelar o nome e nem o local para não assusta-los.
E dizem, que ate hoje os espíritos de Ana e Alice permanecem no local para evitar que Samuell aterrorize outras pessoas.
"Então caro leitor tome muito cuidado ao pesquisar o passado da sua escola, pois você poderá ter surpresas não muito agradáveis.E na próxima vez que estiver andando por um corredor qualquer da sua escola tome cuidado pois você poderá se arrepender de estar sozinho."