quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

07/03/1843 Sonho ou realidade?

Ainda estava meio atordoada ao perceber que estava ali, novamente no mesmo prédio assustador, vejo claramente as paredes com uma pintura velha e desgastada, o chão de tacos arranhado e desgastado pelo tempo e a iluminação como da outra vez continua precária, me vejo ali no mesmo corredor com um impulso quase que insuportável de entrar por aquela porta, não entendo o porque se aqui nesse corredor há no mínimo umas 10 portas, porque especificamente aquela?
Seguindo os meus instintos sigo ate a tal porta abro a porta devagar com medo de ver ... bom na verdade não sei pelo o que temer. Dentro do quarto vejo uma menina de uns 15 anos no máximo rezando e fazendo um circulo de água benta em sua volta. Ao fechar o circulo a menina olha pra mim, dentro dos teus olhos vejo o quanto à menina está apavorada, ela só consegue dizer:
-         Me ajuda, a minha vizinha esta querendo me matar assim como matou meus pais e os outros vizinhos. Por favor, você é a minha única salvação.- e rapidamente me puxou para o seu lado dentro do circulo e ficou ali abraçada comigo.
Mesmo sabendo que um simples circulo de água benta não iria nos proteger fiquei ali abraçada à menina como se meu abraço fosse um escudo protetor, peguei o frasco de água benta de suas mãos quando escutei passos no corredor, mesmo sentindo meu estomago revirando, e calafrios incessantes, virei para a menina que rezava baixinho em meus braços e disse:
-         Calma, não é nada eu prometo.
Os passos cada vez mais próximos e mais altos faziam a menina rezar cada vez mais alto também, logo os passos chegaram a porta e um silencio perturbador tomou conta do quarto, quando de repente entra pela janela a tal vizinha apareci quebrando o vidro e para na nossa frente, olho para o seu rosto e me surpreendo ao perceber que é uma moça de no mínimo uns 30 anos seu rosto perfeito, alvo, de pele macia, sem nenhuma ruga, seus cabelos negros e lisos caindo por sobre os ombros e seu rosto, mais percebo que não consigo ver os seus olhos, no lugar deles vejo dois círculos negros como dois buracos profundos e sem fim. Ela da um risinho que faz o meu corpo todo tremer e diz:
-         Não fiquem com medo meninas, vocês acham que eu uma moça linda e indefesa como eu poderá machucar vocês?  
Mesmo ela tendo a voz mais doce que eu já ouvi, não confio nela, depois de ter visto o quanto a menina estava apavorada só em imaginar a presença da tal moça.
Mal pisquei o olho e à vejo ao meu lado me segurando pelo braço, sinto suas mãos geladas e consigo sentir suas unhas enormes entrando em minha pele e o fio quente de sangue que escorre por ele.
-         Me solta. – eu grito
-         Mais pra que gritar desse jeito? você não quis bancar a heroína, então saiba que mesmo os heróis se machucam às vezes.
Quase não tenho tempo para pensar muito menos para agir, sinto em minha mão direita o frasco de água benta e sem hesitar miro em sua boca que esta aberta no meio de uma de suas risada e empurro o liquido garganta a baixo ela começa a se engasgar cai de joelhos no chão e se desfaz ali na minha frente, olho para a menina que ao ver a cena me abraça com mais força e me agradece e lhe retribuo com um sorriso.Me afasto da menina ou perceber que meu braço ferido começa a doer de uma maneira insuportável e desmaio.
Quando acordo me vejo em minha cama, ofegante e suando muito, levando acendo a luz e vou para a cozinha pegar um copo de água, assim que levo o copo à boca o solto no chão totalmente espantada ao perceber que o machucado causado pela moça ainda se encontra em meu braço, não como um machucado antigo em forma de cicatriz, mais sim como um machucado recente muito recente.

Um comentário:

  1. Amoooore, fiko mto + mto fods mesmooo.
    amei *-* sempre vou contr meus sonhos estranhos praa vc, sep repara vão ser muitos contos pra vc fazer com eles UAHUSHA lol

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